—Quem seria, retrucou Cyrino, senão Innocencia? Por ventura eu o conhecia? ... algum dia o vi?... Não; foi aquelle anjo que me disse: busca meu padrinho, é o ultimo recurso. Se elle não nos amparar, então ... estamos perdidos de uma vez.

Estas palavras convenceram de todo Cesario.

Ficou em silencio, recolhido, a meditar; Cyrino o observava offegante.

—Pois bem, disse por fim o mineiro em tom grave e pausado, hei-de pensar no que o Sr. me conta...

—Oh! Sr. Cesario!...

—Levarei dois dias a remoer sobre o caso... O que disse uma vez, não digo duas... No fim desse tempo, monto a cavallo e appareço por casa de Pereira...

—Sim, sim, balbuciou o moço.

—Amanhã mesmo, de madrugada, o Sr. sae daqui e vae esperar-me na Senhora Sant'Anna.

—Irei ... salve-me...

Cesario parou um pouco.