—É um exame de consciencia que naturalmente está a fazer. Tem medo de que não saiba dar-lhe impressões novas. Como é creança em amores. Mas vou educá-lo. Hei de pagar com usura os seus encantos de noviço. Vá, Violet, manda preparar o carro.
Um quarto de hora depois chegava ao palacete-Foz.
Nuno estava no quarto que communicava com o gabinete. Á hora do correio entrou o mordomo, segundo o costume; e, depois de entregar a correspondencia, informou que havia meia hora que Maria Peregrina esperava no salão.
—Ah! disse Nuno, admirado, porque não mandaste entrar?
E depois:
—Mas, não; como te não tinha prevenido... Olha, quando vier manda logo subir.
Mas não, depois falaremos ácerca das visitas. Convida-a a entrar. Já!...
E, confuso, levantou-se quando lhe presentiu os passos.
Peregrina entrou, encarou-o a distancia, e, depois de curto exame, foi beijá-lo nas palpebras. Começou a cofiar-lhe o cabello, duma negrura luzente; ora o abraçava, ora o repellia...
—Então não recebes antes desta hora? Nem a mim que sou senhora dos teus nervos e posso subjugar-te num momento! Anda cá, deixa morder a tua boca! É um fructo de desejo...