Só assim podia ser o Homem-Deus—encarnar e representar a Divindade.

Quer dizer, o genio universal, innato, postergou as relações vulgares quando quiz filhar alguem que fosse um Principio.

—Sabeis bem quem foi Christo? Foi Aquelle que no mundo soube vestir de grandeza a Humilhação; o mysterio deste poder é ainda da sua Divindade.

Todas as obras de genio, filhas da excepção, têem de ver-se áparte.

Interessae o vosso religiosismo na grande obra de Belleza que annunciei.

Porque as minhas obras são profundamente religiosas. Como todas as obras definitivas. Ultrapassam-me:—fui o pretexto dum poder que simplesmente apercebi.

O genio é a intelligencia tocada do sobrenatural.

Fecunda, pois, além da razão.

Lembro-me do papel da intelligencia quando urdia aquellas obras.

Era a escrava duma força desvairante que a superentendia e obrigava fóra do sentido commum, á mercê dum capricho que era a teia-mestra de tudo...