Encontrou de tudo:—applausos, repulsa, bemquerença.
De vez em quando, os diarios portuguêses insistiam nas primeiras campanhas, em homenagem ao lyrismo de 1850, e ás letras declamatorias do momento. Datam daquelle tempo as suas relações com alguns escriptores inglêses e designadamente com Oscar Wilde, com quem se correspondia.
Em março de 1895 foi o escriptor prêso por accusações do Marquês de Queensbury. O perseguidor muito aferrado ao Criminal Law Amendment Act—fê-lo prender e julgar.
Os debates deste processo, escandalosos pelas accusações e categoria do R., apaixonaram a opinião.
Foi condemnado á pena de prisão por dois annos, que cumpriu em 1897.
Maria Peregrina, defensora de Wilde, escreveu em inglês artigos e opusculos sobre o escabroso processo, já quando elle tinha cumprido a pena e abandonado a Inglaterra. Conhecida no meio intellectual de Londres, frequentava os salões onde se conversava Arte; ia aos clubs, especialmente aos de gymnastica, praticando este sport, e privando com camaradas em que descobria affinidades de vicio ou belleza.
A edade não lhe contraordenava os propositos da adolescencia. Adulta, crescia em talentos e vicio.
Aos intimos explicava:
—Os meus talentos são os meus vicios, tratados pela imaginação.
Horas tardas, quando Londres deixa os clubs, restaurants e theatros, Maria Peregrina sahia só ou com Violet a frequentar o que ella chamava os Templos da Noite.