Aportou a Phalero.
A breve trecho, entrou na antiga capital da Attica, que se estende num desenho largo—terra de neve pela brancura do marmore, e uma verdadeira Heliopolis, plena de sol.
As casas são a renovação da architectura grega, copias das antigas marcas do genio hellenico, a que preside a Acropole, vasta cidadella dos tempos gloriosos, da edade de oiro.
Maria Peregrina e Violet foram hospedar-se no melhor hotel da rua do Stadio.
Dentro de breve tempo Maria tinha entrado em sua vida normal, despendendo nervos e tempo no encalço duma felicidade que só de passagem encontrara.
A mais do que as outras cidades que percorrêra, Athenas dava-lhe as sombras dum passado que ia referindo aos pontos que lhas recordavam.
—É aqui que eu tenho de estudar, dizia, a geographia da Belleza hellada—synthese de toda a Belleza terrea, com parentesco no Ceu.
Suppunha-se nos velhos tempos de Athenas e ia pela Acropole, ao entardecer, memorar espiritos desencontrados, poesias fragmentadas de Sapho, a catechese do segundo genio da Egreja—Paulo, tudo o que podia acquiescer ao seu talento aventuroso, perdido na ancia duma perfeição morta.
Deu-se a estudar a lingua grega; ia visitar os museus; matriculou-se na aula de Arte; procurou a todo o transe encher o tempo, a ver se a occupação obrigatoria lhe entravava os nervos.
Nos dias em que tinha de feriar o espirito de lucubrações eruditas ou artisticas, ia visitar as ilhas proximas, ou até Phalero, ouvir o mar.