—Que tudo lá fóra mude, dizia, nesta casa só a minha vontade póde variar, e depois a dos outros segundo ella.

*
* *

Ás onze horas tomava o primeiro almoço.

A seguir, via a correspondencia.

Num dia em que folheava os jornaes, á hora do costume, leu uma noticia de segunda pagina, ácerca dos trabalhos de Ruy Augusto, em exposição nas dependencias de S. Carlos. A folha reproduzia alguns trabalhos e o retrato mal zincographado do auctor.

Tratava-se de um pintor precoce, tambem estatuario, rapaz de dezenove annos, que merecia as benevolencias da gazeta em artigo banal, salvo uma ou outra nota biographica.

—Ha de ser um prodigio como os do costume, pensou Nuno. Artista de merito desde os 15 annos!

Emfim, tenho curiosidade em ver as obras do rapaz.

Chamou:

—José!