Desceu co’a maga lyra ao reino escuro,
Incantado Plutão ferrenho e duro
De júbilo exultou na atroz morada.
—‘Furias,’ clamou ‘e turba condemnada,
Quero tudo a cantar; do mais não curo.
Ralhe Jove ou não ralhe, eu voto e juro
Que não heide ouvir mais ésta assoada.’
Eis impunhando o açoite crepitante
Rege Megera o condemnado côro,
Cantando em doce voz pura e tocante.