*Manuel*. É preciso deixá-la espairecer, mudar de logar, distrahir-se: aquelle sangue está em chammas, arde sôbre si e consomme-se, a não o deixarem correr á vontade.—Hade vir melhor: verás.

*Magdalena*. Deus o queira!—Telmo que vá com ella; não o quero ca.

*Manuel*. Porquê?

*Magdalena*. Porque… Maria… Maria não está bem sem elle—e elle tambem… em estando sem Maria—que é a sua segunda vida, diz o pobre do velho,—sabes? Ja treslê muito… já está muito… e entra-me com scismas que…

*Manuel*. Está, está muito velho, coitado! Pois que vá: melhor é.

SCENA VII

MANUEL DE SOUSA, MAGDALENA, JORGE; MARIA entrando com TELMO e DOROTHEA

*Maria*. Então vamos, meu pae.

*Manuel*. Pois vamos.

*Jorge*. E são horas; vão. Á Ribeira é um pedaço de rio; e até ás sette, o mais, tu precisas de estar de volta á porta da Oira, que é onde irão ter os nossos padres á espera do arcebispo.—Eu ca me desculparei com o prior. Vão.