*Romeiro*. Levaram.
*Magdalena*. Captivo?…
*Romeiro*. Sim.
*Magdalena*. Portuguez?… captivo da batalha de?…
*Romeiro*. De Alcacer-Kebir.
*Magdalena*, espavorida. Meu Deus, meu Deus! Que se não abre a terra debaixo dos meus pés?… que não cahem éstas paredes, que me não sepultam ja aqui?…
*Jorge*. Callae-vos, D. Magdalena: a misericordia de Deus é infinita; esperae. Eu duvido, eu não creio… éstas não são coisas para se crerem de leve. (Reflecte, e logo como por uma idea que lhe acccudiu derepente) Oh! inspiração divina… (Chegando ao romeiro) Conheceis bem esse homem, romeiro: não é assim?
*Romeiro*. Como a mim mesmo.
*Jorge*. Se o vireis… ainda que fôra n'outros trajes… com menos annos—pintado, digamos—conhece-lo-heis?
*Romeiro*. Como se me visse a mim mesmo n'um espelho.