Phoedr. Act. II.

«Os manes folgam de Rollin, Voltaire.»

Le-Gros é pintor historico; e Rollin e Voltaire foram historiógraphos francezes.

Notas ao canto quarto


«Onde a voz de Bocage, a voz de Gomes.»

Outros quaesquer poetas, e de mais nomeada porventura, pudéra eu citar; mas quiz, quanto em mim era, e o permittia o assumpto e a obra, prestar homenagem a dous ingenhos, que honraram a patria e a lingua; e dos quaes o primeiro depois d’uma fama gigantesca, e maior que seu merecimento, passou a ser enxovalhado por quanto Mevio e Bavio sabe dizer—Traduziu, traduziu, traduziu tudo—como se um traductor como Bocage não fosse um poeta de muito merecimento, e de muito maior, que tantos originalistas de nome (de nome sim; que realmente deus sabe o que é); como se Pope, Dryden, Annibal Caro, João Franco Barreto, e tantos outros illustres traductores não figurassem mais na republica litteraria que tantos epicos modernos... Eu não sou dos apaixonados do privilegio exclusivo, que ha certo tempo obtiveram entre nós as traducções. Uma nação que assim obra por espirito de priguiça, ou menos-preço de si propria, em vez de enriquecer sua litteratura, empobrece-a e perde-a. De J. B. Gomes e da sua Castro tanto mal como bem se tem dito. Não a dou por uma tragedia perfeitamente regular, não a comparo ás grandes peças de Racine e Alfieri; mas sei que tem muitas bellezas, e que n’um theatro tam pobre, como o nosso, é digna de muita e muita estimação. Para criticar a Castro de Gomes é preciso enchugar muitas vezes as lagrimas, que ella excita continuamente.

«Calcando a juba dos Leões gryphanhos,
Parando ás Aguias etc.
»

Revoluções de 1640 e 1808.

«........Ah! se aura amiga
Continúa a soprar
......»