Victorino Manoel da Serra n. 1692, m. 1747. Foi o primeiro, que em Portugal introduziu o gôsto e ornato francez.
André Gonsalves, n..., m.... Foi correcto no desenho, e bom no colorido; mas seu merecimento principal é o de copista.
Ignacio d’Oliveira, n..., m. 1781. Distinguiu-se sobre tudo pelos encantos do colorido: estudou em Roma, e trabalhou muito em Mafra.
Francisco Vieira Lusitano n...., m. 1783. Estudou muito em Roma, aonde, por concurso, levou o premio da academia de S. Lucas. Foi grande na alegoria; desenhou bem, coloriu divinamente, e teve muita expressão. Apezar de tudo o que a inveja e a ignorancia tem suscitado contra este grande mestre, elle será sempre um d’aquelles, com que a pintura nacional mais se honra e ennobrece. Vieira Lusitano é muito conhecido, para me obrigar a maior elogio.
Joaquim Manoel da Rocha n. 1730, m. 1786. Distinguiu-se pela correcção do desenho, e muita expressão. Foi director da academia do nu, e professor na aula do desenho de Lisboa.
Francisco Apparicio n...., m. 1787. Distinguiu-se muito no retrato e sobre tudo, por uma grande verdade de colorido. Estudou em França.
Luiz Gonsalves de Senna, n. 1713, m. 1790. Foi mui destro no pintar; e em Lisboa se vêm muitas obras suas de grande merecimento.
Jeronymo de Barros Teixeira n. em 1750, m. em 1803. O stylo simples e natural, bom colorido, muita sciencia de claro-escuro, e de architectura, grande talento para o retrato o constituem em mui distincto logar na ordem dos bons artistas.
Pedro Alexandrino de Carvalho n. 1730, m. 1810. Teve um pincel livre, viveza de côres, e maneiras engraçadas, e foi um dos directores da academia do nu.
José Teixeira Barreto nasc. no Porto 1763, m. 1810. Estudou muito em Roma, e com grandes mestres. Seu stylo é caprichoso, mas bello. Foi lente de desenho na academia do Porto.