Francisco Vieira Portuense n. 1765, m. 1805. Foi primeiro-pintor da camera e côrte, director do instituto de desenho do Porto, e estimado e honrado de toda a nação, e das estrangeiras, principalmente da Ingleza. Foi premiado pela academia de Londres. Pintou no stylo do Guido e Albano; e, no seu genero, não deixou aos portuguezes nada que invejar ás outras nações.
FIM
NOTAS DE RODAPÉ:
[28] Nunca pude affeiçoar-me a D. João III apesar da sua piedade e bondade, apezar do seu amor das sciencias, protecção que lhes deu, etc., etc. Donde virá isto? Será do seu ainda maior amor, e do generoso accolhimento, que fez á Sancta Inquisição.
[29] E com effeito qual será o bom portuguez, que possa perdoar a Faria e Sousa o ter escripto as suas historias em castelhano? Os seus taes e quaes commentarios a Camões, ao melhor dos escriptores portuguezes, ao mais célebre da sua nação, na lingua dos oppressores da patria, dos tyrannos de Portugal?
[30] Todos sabem que a philosophia Aristotelico-Thomistico-escholastica, tam querida de nossos avós, era o opposto diametral d’aquella deffinição de Seneca: Non est philosophia populare arteficium, nec ostentatione paratum. Non in verbis, sed in rebus est. Senec. Epist. XVII ad Lucil.
[31] Em Coimbra não teve effeito: dizem as más linguas, que por ser cousa d’utilidade e especie ommissa nos ff. e Inst.
[32] Na regencia do actual reinante, e demencia da rainha.