Mas não é verdade isso: outra era a impressão que Joanninha lhe fizera, fosse ella qual fosse.
O que era então?
E sôbre tudo, quem era ess'outra mulher que elle amava?
E amava-a elle ainda?
Amava.
E Joanninha?
Joanninha era… nem eu sei o que lhe era Joanninha… o que lhe estava sendo n'aquelle momento.
O que lhe ella fôra, assas t'o tenho explicado, leitor amigo e benevolo: o que lhe ella será… Pódes tu, leitor candido e sincero,—aos hypocritas não fallo eu—pódes tu dizer-me o que hade ser ámanhan no teu coração a mulher que hoje somente achas bella, ou gentil, ou interessante?
Pódes responder-me da parte que tomará ámanhan na tua existencia a imagem da donzella que hoje contemplas apenas com olhos de artista, e lhe estás notando, como em quadro gracioso, os finos contornos; a pureza das linhas, a expressão verdadeira e animada?
E quando vier, se vier, esse fatal dia de ámanhan, responder-me-has tambem da parte que ficará tendo em tua alma ess'outra imagem que lá estava d'antes e que, ao reflexo d'esta agora, d'aqui observo que vai impallidecendo, descórando… ja lhe não vejo senão os lineamentos vagos… ja é uma sombra do que foi… Ai! o que será ella ámanhan?