CAPITULO XII.
De como Joanninha desimbaraçou a meada da avó, e do mais que aconteceu.—Que casta de rapariga era Joanninha.—Dá o A. insigne próva de ingenuidade e boa fe confessando um grave senão do seu Ideal. Insiste porém que é um adoravel deffeito.—Em que se parece uma mulher desannellada com um Sansão tosquiado.—Pasmosas monstruosidades da natureza que desmentem o credo velho dos peralvilhos.—Os olhos verdes de Joanninha.—Religião dos olhos pretos strenuamente professada pelo A. Perigo em que ella se acha á vista de uns olhos verdes.—De como estando a avó e a neta a conversar muito de mano a mano, chega Frei Diniz e se interrompe a conversação.—Quem era Frei Diniz.
CAPITULO XIII.
Dos frades em geral.—O frade moralmente considerado, socialmente e artisticamente.—Próva-se que é muito mais poetico o frade do que o barão.—Outra vez D. Quixote e Sancho-Pansa.—Do que seja o barão, sua classificação e descripção linneana.—Historia do castello do Chucherumello.—Erro palmar de Eugenio Sue: mostra-se que os jesuitas não são a cholera-morbus, e que é preciso refazer o 'Judeu errante'—De como o frade não intendeu o nosso seculo nem o nosso seculo ao frade.—De como o barão ficou em logar do frade, e do muito que n'isso perdémos.—Unica voz que se ouve no actual deserto da sociedade: os barões a gritar contos de reis.—Como se contam e como se pagam os taes contos.—Predilecção artistica do A. pelo frade: confessa-se e explica-se ésta predilecção.
CAPITULO XIV.
Emendado emfim de suas distracções e divagações, prosegue o A. direitamente com a historia promettida.—De como Fr. Diniz deu a manga a beijar á avó e á neta, e do mais que entre elles se passou.—Ralha o frade com a velha, e começa a descobrir-se onde a historia vai ter.
CAPITULO XV.
Retratto de um frade franciscano que não foi para o depósito da Terra-sancta, nem consta que esteja na Academia das Bellas-artes.—Ve-se que a logica de Fr. Diniz se não parecia nada com a de Condillac.—Suas opiniões sôbre o liberalismo e os liberaes.—Que o podêr vem de Deus, mas como e paraquê.—Que os liberaes não intendem o que é liberdade e egualdade; e o para que eram os frades, se fossem.—Próva-se, pelo texto, que o homem não vive so de pão, e pergunta-se o de que vivia então Fr. Diniz.
CAPITULO XVI.
Saibâmos da vida do frade.—Era franciscano porquê?—Dos antigos e dos novos martyres.—Alguns particulares de Fr. Diniz antes e depois de ser frade.—Emigração.—Explicação incompleta.—De como a velha tinha perdido a vista e Joanninha o riso.—Sexta feira dia aziago.