CAPITULO XVII.
De como, chegando outra sexta-feira e estando a avó e a neta á espera do frade, este lhe appareceu, contra o seu costume, da banda de Lisboa.—Porque razão muitas vezes a mais animada conversação é a que mais facilmente pára e quebra derepente.—Nova demonstração de dous grandes axiomas dos nossos velhos, a saber: Que o hábito não faz o monge; e que ralhando as commadres, se descobrem as verdades.—No ralhar da velha com o frade, levanta-se uma ponta do veo que cobre os mysterios da nossa historia.
CAPITULO XVIII.
Descobre-se que ha grandes e espantosos segredos entre o frade e a velha.—Piedosa fraude de Joanninha.—Lucta entre o hábito e o monge.
CAPITULO XIX.
Guerra de postos avançados. Joanninha no bivac—De como os rouxinoes do valle se disciplinaram a ponto de tocar a alvorada e a retreta.—Quem era a 'menina dos rouxinoes,' e porque lhe poseram este nome.—A sentinella perdida e achada.
CAPITULO XX.
Joanninha adormecida—O [demi-jour] da coquette.—Poesia do Flos-sanctorum*.—De como os rouxinoes acompanhavam sempre a menina do seu nome; e do bem que um d'elles cantava no bivac.—Retratto esquissado á pressa para satisfazer ás amaveis leitoras.—Pondera-se o triste e pessimo gôsto dos nossos governantes em tirarem as honras militares ao mais elegante e mais nacional uniforme do exército portuguez.—Em que se parece o auctor da presente obra com um pintor da edade-média.—De como os abraços, por mais apertados que sejam, e os beijos, por mais interminaveis que pareçam, sempre teem de acabar porfim.
CAPITULO XXI.
Quem vem lá?—Como entre dous litigantes nem sempre gosa o terceiro.—Carlos e Joanninha n'uma especie de situação ordeira, a mais perigosa e falsa das situações.