[a]O EPISODIO DE IGNEZ]

(a Ferreira de Brito)

Ha não sei que de mystico e suave
Nesse vulto amantissimo de Ignez:
Manhans de abril e symphonias de ave,
O luar calmo e o verde céo inglez.

Delicada! em instantes de socego
Decorria-lhe a vida em tons dolentes,
Entre arrulhos de amor! sonhos fulgentes!
Nos saudosos campos do Mondego.

Ignez! ninguem melhor descreveria
Como Camões, em ondas de harmonia.
Esse poema de paixão querida,

Em que passaste a efflorescente vida,
Aos montes ensinando e ás hervinhas
O nome que no peito escripto tinhas...

[a]O ADAMASTOR]

(ao Conde de Sabugosa)

Á flor das ondas, tenebrosamente
Entre o rugir dos fortes vendavaes
Olhando os occeanos frente a frente,
Como um monstro das lendas medievaes;

O Adamastor erguia-se inclemente
Invectivando em maldições fataes:
Gama que busca um novo continente
E ri das couzas sobrenaturaes.