—Lisongeiro!... E porque não ides tambem tirar uma carta?...

—Porque da minha sorte sómente vós podeis decidir...—retorquiu com certa intimativa Pedro de Barcellos.

—Eu!?... Grande poder me confiais!...

—E não o quereis?...

—Para quê?...

—Para me libertardes da sujeição em que me trazeis...

—Pois crêde, que não tinha a consciencia da minha tyrannia...

—É que não quereis comprehender o olhar, com que vos admiro...

—Devaneais, primo!

—Acaso tão pouco vos mereço, que mal pareça ser vosso servidor?—instou Pedro de Barcellos com forçado sorriso.