SCENA X

PANTOJA, URBANO, MARQUEZ, vindos de casa, á pressa. Depois d’elles BALBINA E PATROS

Urbano

Que é?

Marquez

Ouvimos gritar Electra.

Balbina

Foi a correr pelo jardim.

Patros

Por aqui. (As duas creadas assustadas correm e internam-se no jardim)

Marquez

(olhando por entre as arvores) Lá vae correndo... Continúa a gritar... Pobre Electra! (Adeanta-se para o jardim)

Urbano

Que foi isto?

Pantoja

Eu lh’o direi... Um momento... Providenciemos antes de mais nada...

Urbano

O quê?

Pantoja

(procurando coordenar as suas ideias) Deixe-me pensar... Trazel-a para casa já... Ir buscal-a... Vá!

Urbano

(olhando para o jardim) Lá está já o meu sobrinho...

Pantoja

(contrariado) Em que má hora!

Urbano

Correm para elle os meninos... Parece que o informam... Electra foge-lhe... Não o quer vêr... Mette-se na gruta... O Marquez intervem... Pobre Maximo!

Pantoja

Vá! vá ter com elles!... Não deixe que Maximo intervenha...

Urbano

Que balburdia! (Interna-se no jardim)

Pantoja

Se eu podesse... (hesitante em ir e não ir)

Balbina

(voltando pressurosa do jardim) Pobre menina! Chama aos gritos pela sua mãe... Sentou-se agarrada aos meninos á porta da gruta, e ninguem a tira d’ali...

Pantoja

E Maximo?

Balbina

Muito inquieto, sem saber o que ha de fazer, como todos nós... Vou chamar a senhora...

Pantoja

Não, não vá. Já chegaram a senhora superiora e as irmãs de S. José?

Balbina

Já, sim senhor, chegaram agora.

Pantoja

Não diga nada á senhora. Vá para casa e espere por mim.

Balbina

Sim, senhor. (Sobe para casa)

Pantoja

(indeciso e como assustado) Não sei que faça... Pela primeira vez na minha vida hesito... Irei?... Esperarei aqui? (resolvendo-se) Vou. (A poucos passos encontra-se com Maximo, agitado e colerico, que vem do jardim e o detem)