IV
No ardor que o move, a mão comprime ao peito ingente,
Absorto fica, e de repente
O tolhe, e todo o enleva, um extasi sem par.
Encontrára no seio a leve miniatura,
Que o filho, o filho tenro, ao vivo lhe figura,
E n'elle o amor, a esposa, o lar.
Humanou-se o colosso. O tenue quadro encara;
Revê na mente a imagem cara;
Quer-lhe, apesar da sombra, o rosto distinguir;
Um rosto angelical, alvo, louro, rosado,
Candido lyrio em flor, de purpura orvalhado,
Que estrélla a noite, e a faz sorrir.
Foi prenda conjugal. Ao recebel-a o esposo,
Rompia o choque pavoroso
Da batalha que abriu as portas de Moskow!
Com saudades talvez, talvez tambem com prantos,
O grão conquistador anceia affectos santos...
É pae!—Depois continuou: