[380] See page [126].

[381] It commences thus:—

Strophe.
Naõ Arabico incenso, ouro luzente,
Nem pérolas do Ganges,
Naõ tenho que offrecer-vos reverente
Malhas, arnezes, punicos alfanges
Mas soberbas Phalanges
De almos Hymnos Dirceos, q’immortaes tecem
Mil croas á Virtude, me obedecem.
Antistrophe.
Fuja o profano Vulgo, qual nos montes
O rebanho medroso
Quando vè fuzilar nos horizontes
O farpado corisco pavoroso,
Ouve o trovaõ ruidoso,
Correndo pelo valle se derrama,
E em seu balido o Pegureiro chama.
Epodo.
Nos mansos ares vejo
Já sobre as azas luzidas pezados
Meus fogosos Etontes, que banhados.
No doce, flavo Téjo
Os freios de diamantes mastigavaõ
Quando as Ninfas de rosas os croavaõ.

[382] The commencement of this dythirambic deserves, on account of its literary singularity, to be transcribed here:—

Os brilhantes trançados enastrando
Com verde mirto, com cheirosas flores,
Nos lindos olhos vivo rutilando
O doce lume
Do cego Nume,
Alvas donzellas
A quem vos ama,
Da crespa rama
Que Bassareu
Ao mundo deo,
Co’ as brancas maõs no cópo crystallino
Lançai ligeiras
Louro Falerno, rubido Sabino,
Eia, voai,
Deitai, deitai;
Gró gró, tá tá,
Que cheio está.
Ora brindemos
As gentis Graças, castos Amores:
No mar lancemos
Rixas, tristezas, mágoas, temores. &c.

[383] It is not easy to select a passage as a specimen; but the following, in which Garçaõ speaks of Portuguese poetry, may be quoted on account of its auxiliary interest.

Naõ busques pensamentos exquisitos
Em denegridas nuvens embrulhados;
Naõ tragas naõ metaforas violentas,
Imitando esse Corvo do Mondego,
Que entre os Cisnes do Téje anda grasnando:
Usa da pura lingua Portugueza,
Que aprendido já tens no bom Ferreira,
No Camões immortal, em Sousa, e Barros:
Em Grego naõ me escrevas, nem Latim;
Dá me conta da tua larga vida;
Desejo que me digas se inda preza
No pensamento trazes a Cachopa;
Se com tres companheiros n’uma banca
De panno verde ornada o Whist jogas;
Se ouves fallar Francez; e se inda lavra
O mal, de que hoje tantos adoecem;
Fallo daquella praga desastrada
Dos enfermos Poetas, que naõ querem
Os remedios tomar para sararem, &c.

[384] For example, at the close of the epistle, which treats of the difficulties of house-keeping.

Que facil he sonhar felicidades!
Tu já rico me crês; eu já supponho,
Agora que te escrevo, e que te fallo:
Mas esta Scena subito se muda;
O Chico mostra rotos os çapatos;
Huma quer lenços, outra quer roupinhas,
O Nadegas dinheiro para a ceia;
A’ porta esta batendo o Alfaiate.
Se alguem aos caens lançou os patrios ossos;
Se foi traidor á Patria, se he falsario,
Seja lançado a filhos, e credores.

[385]