[392] A fragment from the scene in which Osmia first betrays a reciprocal love for the Prætor, will afford a specimen, though an imperfect one, of the merit of this tragedy.

Osmîa. Pretor, senaõ alcanço
Saber o que pertendo, mais naõ tenho
Que saber, ou que ouvir. A Eledia torno,
Que naõ longe deixei, ou tu m’a envia,
E á minha dor me deixa em tanto entregue.

Lelio. Se te agrada aggravar o duro aspecto
Da tua situaçaõ, fallemos della:
Naõ falta que dizer, e verás como
Sei prestar-me a teus votos, bem que sejaõ
Contrarios a meus proprios sentimentos.

Osmîa. Ah! cruel! como vejo em teu semblante
Reluzir a fereza que disfarças
D’uma falsa piedade na apparencia.

Lelio. Chamas falsa piedade a hum sentimento,
Que todo me transporta?

Osmîa. Que linguagem!

Lelio. E quanto soffro, Osmîa, sob o pezo
Do rigido silencio que m’imponho!

Osmîa. Mais naõ soffras, Pretor, vai explicar-te
Onde possas melhor ser percebido.
E que, naõ partes?

Lelio. Parto sim, Princeza!..
E que naõ farei eu por contentar-te?
Mas vê que o meu silencio.. a tua virtude..
Ah! que eu me precipito!

Osmîa, só.