Nestes dous naõ ha liança,
Nem pode haver amizade,
Que hum he filho da vontade,
Outro da confiança.
Hum de nobre, inda que agora
Degenere do em que estava,
Ciume he filho de escrava,
E Amor filho de senhora.
E claramente se apura
Ser o outro escravo seu,
Porque em dote se lhe deu,
Casando co a fermosura.
Servio de guia, et da fè
Mil vezes falsa, et errada,
E porque Amor naõ vè nada
Lhe mostra mais do que vè.
Da senhora, et do senhor
Quem jà conheçe o costume,
Sirvase bem do Ciume,
Porque he escravo de Amor.

[225] The word desenganado (in Spanish desengañado) is not so happy an expression as the English disenchanted, or the German entzauberte. It is the word commonly used to designate one who is no longer enamoured. The Desengaño (the disenchantment in affairs of love) is also employed by the Spanish poets as an allegorical character.

[226] See preceding vol. page [407].

[227] See page [171].

[228] Naõ estranheis ouvir rusticos filosofos e avisados Aldeaãs.—E assim, como na arte do pintar representaõ as cores differentes o natural de huma figura, e a forma della e substancia e attençaõ, porque foy figurada, assim o que nesta minha naõ parecer que representa o modo dos Pastores, attribui ao intento, que he, mostrar debaixo o seu barel a condição dos vicios e o sossejo das virtudes, &c.

[229] See page [20].

[230]

Mis señores romancistas
Poetas de Lusitania,
Que hurtastes las invenciones,
A la lengua Castellana.
Buelved ya vuestros papeles,
Entregadlos a la fama,
Que donde ay tan buenas plumas
No es razon que falten alas.
No veis que estan ya sin hojas
Los laureles de Castalia,
Que dana cada español
Romancista, una grinalda, &c.

[231]

No correremos tambien
El Alhambra, el Alpuxarra,
Do estan Daraxa y Celinda,
Adalifa y Celidaxa?