| neg. | A mi abre oio e ve Ratinho tira besiro: Ere dexa aqui condiro: Não sei onde elle mettê. Senhora Santo Francico, Santa Antonia, San Furunando! Pois mi ha d'andar buscando, E levare elle na bico O servo Santa Maria. |
Sabe a regina Matho misercoroda nutra d'hum cego savel até que vamos. A oxulo filho d'egoa alto soso peamos ja mentes ja frentes vinagre qu'elle quebrárão em balde ja ergo a quante nossa ha ilhos tue busca cordas oculos nosso convento e geju com muito fruta ventre tu ja tremes ja pias. Seuro santa Maria dinhero me lá darão he ve esa carta da me mucho que furte cantara Furunando.
| Ei-lo
aqui sa! Deoso
graça. Graça Deoso esse he capote; Nunca dexa aqui palote: Ratinho, quem te forcasse! Aramá que te ero villão! Que palote saba sam, Barete também bo era. Mi cansai e á deradera A mior fica sua mão. Vejamos bolsa que tem: Hum pente para que bo? Tres ceitil sa qui so: Ratinho nunca bitem. O riabo ladarão! Corpo re reos consabrado! Essa villão murgurado Sa masa prove que cão. Quando bolsa mi achase Fernão d'Alvaro, esse si; Nunca pente sa alli. Ah reos! quem te furtasse Bolsa, Nuna Ribeiro! Home bai busca rinheiro: A toro ere rise: Ja rinheiro feito he. Aramá que tu ero gaiteiro! Fernão d'Alvaro m'acontenta; Elle nunca risse nam. Logo chama ca crivam, —Crivaninhae esormenta; Toma rinheiro, vas embora. Boso, home de bem, que buscae? —Mi da cureiro agarba sae. —Boso que buscai corte agora? —Buscae a Rei jam João, Paga minha casaramento. —Dá ca, moso, trae esormento; Crivaninhae boso, crivão: Home, tomae hum dos quatro sete: | Vas embora turo turo. Sua rinheiro sa segura, Mioro que elle promete. Marco Estevez moladeiro. Elle rise: Santa Maria! Rinheiro boso queria? Bai bai dormir paieiro.— Boso que pedir, muieiro? —Tanta filho mi tem qui... —Quem manda boso pari, Boso grande parideiro? —Boso seria muito bô: Vaca ne Francico paia; Tenha seis filho e mi so Nam temo comere ni migaia. Elle rise: Que culpo tem a Rei jam João Boso parir como porco, Bai buscai sua pae torto, Que dai a sua fio pão. Velha, que boso querê? —Molla, que a mi pobre sai. Elle rise: Porque boso nan guardai Rinheiro que boso bebê?— Jesu! Jesu! moladeiro Sa riabo aquella home: Quando a mi more da fome Nunca buscai sua rinheiro, Porém graça a Reos, a mi Nunca minga que furtá; Pouco ca, pouco relá, Pouco requi, pouco reli, Grão e grão gallo fartá, Quem furta, home sesuro: E louvar a Reos com turo E senhoro Prito Santo. A mi bai furta emtanto Camisa que sá na muro. |
Gil Vicente, O Clerigo da Beira.
II. DIALECTOS HESPANHOES
1. Creolo de Curaçáo
S. Matheus, cap. V v. t. 12
| 1. | Anto | ora koe Hezoes a | mira toer | e heende | nan | eel a soebi |
| Entonces | hora que Jeus ha | mirar todo | el hombre | — | el a subir |
| o en seroe; deespues | eel a sienta | i soe desipel | nan | a bini |
| a un sierra; despues | el a sentado | y su discipulo | — | ha venido |
| seka dje. |
| cerca del. |