| Amin en sâ tâ bá enghênho, ou Amin sâ tâ bá enghênho, ou En sâ tâ bá enghenho. | Eu vou ao engenho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . |
| Jâ bástâ. Nhú al stâ enfadado. Agóra tioque nu encontra na biblióthéca. | Basta. Deve de estar enfadado. Agora até quando nos encontrarmos na bibliotheca. |
| Nhú acreditan, cum'amigo (ou sima'amigo) qui tâ respêta nhô chéo. | Acredite-me, como amigo, que muito o respeita. |
Carta 2.ª
| Césa.—Pan fartá-bo bontade en tâ scrêbê-bo na nós lingua, na criôlo rachado, qu'en câ sabê si bô tâ entendê-le. | Cesar.—Para vos fazer a vontade eu escrevo-vos na nossa lingua, em creolo fundo, que eu não sei se vós o entendeis. |
| Flan: pâ que bô mestê pâ nû scrêbêbo nês lingua? Bô tenê gána di estudâ si orige, fazê algun gramatica ou dicionare? S'ê pâ algun dês cussa Deus juda-bos; mas dexam fla-bo mê al fazê-bo suâ tioque bu câ podê más, tioque bi seinti... | Dizei-me: para que precisaes de que vos escrevamos n'esta lingua? Tendes desejo de estudar a sua origem, de fazer alguma grammatica ou diccionario? Se é para alguma d'estas cousas, Deus vos ajude, mas sempre vos direi que isso vos fará suar até não poderdes mais, até que o sintaes . . . . . . . . . . . . . . |
| N'ês ija quasi tudo alguên tenê médo di Duco. Duco bu conchê-le? Estan mâ náu. Duco era un préso que staba na calabôs; ê entendê mê câ stába lâ sábe, ê fugi êle cû dôs companheros; ê stâ riba cháda; tâ mátâ cábra, tâ forçâ mujéres, tâ fazê tudo casta di pouca borgonha. Flado mâ Duco manda flâ Henrique d'Olibéra, Puchim, Maia, Bencesláu pâ ês tomâ seintido cú sês bida, pâ ês câ bá fóra, pamóde se encontra cu êles mê tâ matalos. Fazê idéa mó ês al tênê mêdo! | N'esta ilha quasi toda a gente tem medo de Duco: Duco vós conheceil-o? Estou que não. Duco era um preso que estava no calabouço; e entendeu que não estava lá bem; e fugiu com dois companheiros; está em cima da achada; mata cabras, força mulheres, faz toda a casta de pouca vergonha. Diz-se (fallado) que Duco manda dizer a Henrique de Oliveira, Puchim, Maia, Wenceslau para que estes tomem sentido com a sua vida, para estes não irem fóra, poisque se se encontra com elles que os mata. Fazei idéa, como estes terão medo! |
| P. si bida ê dentro cartore; ê stâ magro sima alguên tisgo; ê flâ mâ só bo que sâ tâ fazê-le falta; ê mandá-bo mantenha chéo. | Paulo a sua vida é dentro do cartorio, elle está magro assim como um tisico; diz que sois vós que lhe tendes feito falta; elle manda-vos muitas recommendações. |
| Ti outr'ora; en câ ten mâs tempo. Bo armun, etc. | Até outra occasião; eu não tenho mais tempo. Vosso irmão, etc. |