Ó desillusão! ó desapontamento!

D. Estanislada apresentou-lhe as suas visitas: a senhoria e a filha.

A senhoria, a sr.ª Magdalena, era uma mulher de cincoenta annos, viuva, muito devota e temente a Deus. A filha, a menina Ricardina, tinha vinte e dois annos, e um palmo de cara que não era desengraçado.

D. Estanislada alludia á menina Ricardina quando disse ao conselheiro que—havia de gostar da companhia.

A mulher que se sente amada tem d’estes falsos assomos de modestia, para experimentar o valor da affeição que inspirou, qualquer que seja a sua idade. Diz que todas as outras são mais bellas, mais tentadoras do que ella, porque se sente lisonjeada de triumphar da concorrencia de todas as outras.

D. Estanislada seguiu esta tactica.

Elogiou muito ao conselheiro a belleza da menina Ricardina, que se envergonhava dos gabos, côrando.

A mãe, a sr.ª Magdalena, rindo de satisfeita, repetia esta phrase:

—É sãsinha, graças a Deus!