E, apos uma pausa, muito sentencioso:

—Não ha mulher nenhuma que valha a reputação de um homem.

Effectivamente, no comboio de segunda-feira pela manhã o conselheiro partiu para Lisboa e de Lisboa para Santarem.

Ao apear-se na estação da sua terra, o mesmo pensamento sentencioso acudiu ao espirito do conselheiro:

—Nada! Não ha mulher nenhuma que valha a reputação de um homem!

O estudante de Alcacer havia divulgado a peça que pregára ao conselheiro e a D. Estanislada. Era já do dominio publico á hora em que o conselheiro andava fazendo as suas despedidas.

Os dois alemtejanos sabiam-no perfeitamente quando se encontraram com as Rodartes, no domingo, em Brancannes, mas limitaram-se, por conveniencia devida ás damas, a dizer que no café Esperança estavam discutindo os motivos da retirada do conselheiro.

E era verdade. Em todo esse dia a hespanhola mãe foi ali tão discutida quanto a hespanhola filha o havia sido quando era a unica belleza dominadora de Setubal, isto é, antes da chegada das tres netas do Padre Eterno.

D. Enrique regressou na segunda-feira de tarde com Soledad.

—Foi usted a Lisboa? perguntavam-lhe os desfructadores.