Tu, que esperas ás portas dos senhores,

Do servo ao limiar,

E eterna corres, peregrina, a terra

E as solidões do mar,

Deixa, deixa sonhar ventura os homens;

Já filhos teus nasceram:

Um dia acordarão desses delirios,

Que tão gratos lhes eram.

E eu que vélo na vida, e já não sonho

Nem gloria, nem ventura;