—Mas faz tanto calor... Põe-te a gosto...
—Estou bem assim. Não quero!
—Que tolice a tua! Não vês que sou mulher, tolinha?... De que tens medo?... Olha! Vou dar o exemplo!
E, n'um relance, desfez-se da roupa, e proseguio na campanha.
A menina, vendo-se descomposta, crusou os braços sobre o seio, vermelha de pudor.
—Deixa! segredou-lhe a outra, com os olhos envesgados, a pupilla tremula.
E, apezar dos protestos, das supplicas e até das lagrimas da infeliz, arrancou-lhe a ultima vestimenta, e precipitou-se contra ella, a beijar-lhe todo o corpo, a empolgar-lhe com os labios o roseo bico do peito.
—Oh! Oh! Deixa d'isso! Deixa d'isso! reclamava Pombinha, estorcendo-se em cócegas, e deixando ver preciosidades de nudez fresca e virginal, que enlouqueciam a prostituta.
—Que mal faz?... Estamos brincando...
—Não! não! balbuciou a victima, repellindo-a.