—Por um olho azeite, por outro vinagre, minha corja de mandrongas!... Quem vos não conhecer que vos compre!
E, referindo-se especialmente a Isabel, acrescentou:
—Já trazes outro de olho?...
As mulheres, offendidas, responderam indignadamente:
—Cala-te, bebedo!...
—Olhem o grandissimo borracho!—acrescentou com accento desprezivel a beata Lindoria.
Depois, como o chôro de Isabel se continuava de um modo intenso, e, as suas amigas, pelo que tinham visto das outras vezes, sabiam que lhe fazia mal, produzindo-lhe ataques em que parecia possuida do demonio, uma d’ellas principiou a amesquinhar-lhe o acontecimento, a apresentar-lh’o como um successo natural e simples...
—Olha que não ficamos cá. Cuidas que alguma de nós fica n’este valle-de-lagrimas?!... Estás muito enganada. Tu has de morrer, eu hei de morrer... todas nós havemos de morrer... Um dia toca o sino para esta... outro dia para aquella... é o mundo!
E Lindoria, com um aspecto vulgar e pouco sensibilisador, para mudar de conversa, opinou chegando-se para o esquife, a sorrir: