O Coruja devolveu a esta expressão singela e amoravel:
—Tens rasão. Olha que tinha uma alma como elles.
E passou a mão na cabeça d’esta creança, que lhe penetrára o pensamento, com a amisade com que o poderia fazer a um seu filho... Acrescentou depois, com voz comprimida pela dôr, mas esforçando-se por ser alegre:
—Vamos lá a cantar os officios, para ajudar a entrar esta alma no céu da bemaventurança!...
Recomeçaram de um modo mais calmo, penetrados de comica circumspecção, o funebre canto-chão.
Dizia o Coruja de um lado:
Béu, béu, béu,
Vae p’r’ó céu.
Respondiam as creanças do outro: