Engola, engola,

Vae p’r’a cova.

Depois entoavam todos em côro:

Quem ’stiver no inferno

Saia cá p’ra fóra!

Repetindo isto muitas vezes, andavam em volta da sepultura. As creanças seguiam o coveiro, como acolytos. O Coruja, com um ramo de oliveira na mão, significava espargir o morto, com agua benta hypothetica!

Por fim cobriu-se de terra o defunto. Espetaram-se sobre a cova os ramos de oliveira, e todo o mundo se retirou. Os rapazes íam adiante do coveiro, contentes e felizes, atirando pedras que rolavam pelo monte abaixo. Um d’elles, vendo-lhe lagrimas nos olhos, perguntou a um companheiro:

—Porque é que o tio Cruja chora?

Ao que o interrogado respondeu intelligentemente:

—Ora... era amigo do Coisa.