Mal Jorge acabava de pronunciar estas palavras, appareceo á porta do salão um bello e joven cavalheiro, em elegantes trajos de viagem, acompanhado de mais tres ou quatro pessoas. Leoncio, que já ia pressuroso recebel-os e comprimental-os, estacou de repente.

—Oh!... não são quem eu esperava!... murmurou comsigo.—Se me não engano... é Alvaro!....

—Senhor Leoncio!—disse o cavalheiro comprimentando-o.

—Senhor Alvaro,—respondeo Leoncio,—pois creio que é a esse senhor, que tenho a honra de receber em minha casa.

—É elle mesmo, senhor; um seo criado.

—Ah! muito estimo ... não o esperava ... queira sentar-se ... quiz então vir dar um passeio cá pelas nossas provincias do sul?...

Estas e outras phrases banaes dizia Leoncio, procurando refazer-se da perturbação em que o lançára a subita e inesperada apparição de Alvaro naquelle momento critico e solemne.

No mesmo momento entravão no salão por uma porta interior Malvina, Isaura, Miguel e Belchior. Vinhão já preparados com os competentes trajos para a ceremonia do casamento.

—Meo Deos!... o que estou vendo!...—murmurou Isaura, sacudindo vivamente o braço de Miguel;—estarei enganada?... não;... é elle.

—É elle mesmo. Deos!... como é possivel.