—Que me importão as leis!... para o homem de brio a honra é superior ás leis, e se não és um covarde, como penso....
—Soccorro, que querem assassinar-me,—bradou Leoncio desembaraçando-se das mãos de Alvaro, e correndo para a porta.
—Infame!—rugio Alvaro, cruzando os braços e rangendo os dentes n’um sorrir de cólera e desdem...
No mesmo momento, attrahidos pelo barulho, entravam na sala de um lado Isaura e Miguel, do outro o official de justiça e os guardas.
Isaura estava com o ouvido aguçado, e do interior da casa ouvira e comprehendera tudo.
Vio que tudo estava perdido, e correo a atalhar o desatino, que por amor della Alvaro ia commetter.
—Aqui estou, senhor!—forão as unicas palavras que pronunciou apresentando-se de braços cruzados diante de seo senhor.
—Eil-os ahi; são estes!—exclamou Leoncio indicando aos guardas Isaura e Miguel. Prendão-os!... prendão-os!...
—Vae-te, Isaura, vae-te.—murmurou Alvaro com voz trémula e sumida, achegando-se da captiva.—Não desanimes; eu não te abandonarei. Confia em Deos e em meo amor.
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