—Ladra!

—Ladra é vossê!

—E vossê come pela filha!

—E vossê quando casou já comia pelas suas, e tem quatro que não conhecem os paes!

—Ladra, ladra, ladra!

—Bebeda! bebeda! bebeda!

A tia Joaquina rematou a apóstrophe, erguendo-se, e corcovando-se um pouco com as costas para a visinha, e assentando tres palmadas que provocaram esta resposta do postigo:

—Fóra porca! regateira! vai vender sardinhas, grandississima beberrona!

Abriu-se uma janella de Rosa, e appareceu a cabeça do sobrinho do senhor Antonio da rua das Flores, como nol-o denunciou a desbocada Joaquina. Já não veio a tempo. O dialogo edificante emmudecera, e o observador correu a vidraça, dizendo:

—Não vi ninguem, minha senhora...