—Tome lá...—disse Rosa Guilhermina, offerecendo-lhe um pataco.
—Seja pelo divino amor de Deus...—disse a mendiga, beijando a esmola.
—Então não se vai embora?
—Ainda não, senhora D. Rosa Guilhermina... Tenho duas palavras a dizer-lhe muito em particular...
—Que negocios poderei eu ter comsigo?!
—Negocios nenhuns; mas Deus não deu lingua á gente para fallar só em negocios.
—Diga o que quer mesmo ahi.
—Aqui não, porque a sua criada está ouvindo o que nós dizemos.
—E que tem isso? Eu não tenho segredos de que me esconda á minha criada.
—Mas vai tel-os agora, e bom é que ella não saiba o que vou communicar-lhe.