—Qual?... a viuva de meu tio manda, não pede...
—A viuva de seu tio nem manda, nem pede nada. Repito-lhe que sou absolutamente estranha a esta troca de favores que faz o pae com sua filha. O que em nome d'essa menina lhe peço, é que consinta que ella e sua mãe vivam na minha companhia.
—É muita honra para mim, minha senhora. Eu vou fazer uma pequena viagem por causa de certos interesses, e durante a minha ausencia não posso confiar a mais valiosa protecção minha mulher e minha filha.
—Vai viajar?... Sua senhora já o sabe?
—Ainda lh'o não disse.
—Pois então... não lh'o diga... Salvo se tem motivos fortes para dizer-lh'o...
—Não tenho alguns... Era simplesmente despedir-me...
—N'esse caso, eu encarrego-me de fazel-a sciente do seu adeus, e v. s.ª de qualquer paiz lhe escreverá...
—Minha senhora... dispõe do meu quasi inutil prestimo?
—Empregue-o, que tem muito, em ser um digno marido da minha amiga, e um digno pae da menina que adopto como minha sobrinha. Além dos vinculos de parentesco que o prendiam a meu marido, ha outros mais consistentes que são os da amizade, que consagro a sua mãe.