—Minha alma detesta o frade.
—É frade de testa... e de cabeça... é muito sabio... Eu vou buscal-o...
A snr.ª Angelica atirava com a côca da mantilha para a cabeça, e preparava-se para sahir em cata do frade, quando Rosa, perdida tambem com riso, lhe acenou que não fosse.
A parvoice sinceramente estupenda estava pintada na indescriptivel physionomia da velha.
—Sabeis que mais? não me entendo comvosco! Não sei o que pareceis! Ou vós estaes doudas, ou a graça de Deus vos desamparou!
—Venha cá, snr.ª Angelica, fallemos sérias... Eu sou sua amiga, e Maria Elisa tambem o é. Nenhuma de nós está vexada do espirito mau... é porque vmc.e não nos entende, e pensa que a nossa linguagem não é do mundo dos mortaes. Eu sou a mesma Rosa, muito sua amiga, e sinto immenso prazer em vêl-a n'esta sua casa, e quero que venha cá muitas vezes.
—Agora já entendo o que me diz... A gente deve fallar como falla todo o mundo. O latim é lá cousa dos prégadores, e dos doutores. Uma mulher em sabendo a ladainha e a Magnifica, sabe o latim preciso para a salvação... Com que assim, minha Rosinha... Como se dá por aqui?
—Muito bem.
—E a outra menina?
—Plenamente jubilosa.