—Não.
—Da desharmonia resultam a desordem domestica, as contrariedades pequenas, as desavenças constantes, e tudo isto porque se não entendem, nem se combinam. Entenderem-se e combinarem-se é fazer uma alliança de se não importarem reciprocamente das suas acções.
—Não entendi, Luiz; ou entendi uma infamia de que te não considero capaz.
—Pois que entendeste, Marianna?
—Não ouso dizêl-o.
—Eu me explico, e bem vês que o faço com toda a serenidade. Serei muito teu amigo, não teremos nunca o menor desmancho no nosso bem-estar, se tu quizeres ser indifferente ao meu procedimento com as outras mulheres.
—Serei, Luiz; mas com uma condição...
—Qual?{136}
—Conduz-me a minha casa, e depois torna para aqui, ou faz o que quizeres.
—E qual é o teu fim?