—Não. Tudo que tinha pertence aos filhos.

—Mas uma escriptura causa mortis que fizemos?

—É nulla: foi logo annullada. D. Marianna não podia dispôr do que era dos filhos: podia apenas legar-te a terça; mas não testou. Aconselho-te que não vás ao Rio, muito menos se tentas questionar os direitos dos teus enteados. Não vás, que serás morto. O teu nome desperta odios n'aquelles mesmos que recebeste nos teus jantares. Tens um só amigo, que se condôa de ti. Sou eu.

—E qual será o meu futuro?

—O que podéres grangear pelo trabalho; mas, no Rio de Janeiro, não.

—Em que negocias?

—Negociei em escravos.

—Tens sido feliz?

—Muito pouco. Tenho repugnancia para esta mercadoria.

—Queres tentar comigo uma empreza d'essas?