—Canta Liberata... se não queres levar com a banza nos rizes!—tornou o marujo, perfilando-se com o grupo.{163}

E Liberata cantou outra copla das privilegiadas da travessa da Agua da Flôr.

Ella e os marujos sentaram-se na escaleira d'uma porta.—Vieram depois outros marujos e mulheres em saia branca batendo as palmas, e saltando ás costas dos marinheiros, que as indemnisavam dos carinhos com amaveis pontapés.

O escrivão do juiz ordinario permaneceu encostado á esquina da rua da Rosa, até ás dez horas. Os marujos debandaram, e Liberata recolheu-se sósinha.

Luiz bateu á porta.

—Quem nos honra?—perguntou ella.

—Abre.

—Quem és?

—Abre sem receio.

—Não conheço flamengos. Diz lá o teu nome... Se és o patavina d'hontem, vai-te com o diabo.