—Abre, Liberata.

—Eu conheço esta voz...—murmurou ella.

Abrindo a porta, recuou, exclamando:

—És tu, Luiz?!

—Em que estado te encontro!

—Que queres? tornei ao que fui... Nada de lamurias. Como tu me conhecestes, isso é que eu admiro! Pois vês em mim algum signal da mulher de ha tres annos?!

—Apenas te conheço a voz, e os olhos. Que é isso que tens na cara? parece que te queimaram com vitriolo?

—Estas nódoas vermelhas?

—Sim.

—Eu sei cá o que isto é? Está bom... não fallemos em mais nada, senão mêtto uma faca no peito. Eu já fujo de abrir a porta a ociosos que me vem fallar na minha formosura, e nas minhas carruagens! Acabou... Nem carruagens, nem formosura. O diabo o deu, o diabo o levou. Tu tambem estás acabado! Disseram-me que estavas rico, é verdade?