—Não: apenas tenho um bocado de pão para cada dia.

—Não te faças pobre que eu não te peço nada.

—Pois, Liberata, eu venho pagar-te uma divida do pouco que posso, assim como a contrahi do muito que podias.{164} Depois d'amanhã vou empregado para a provincia, queres vir comigo?

—Pois tu querias-me lá assim?

—Quero... serei o teu enfermeiro.

—Olha lá o que dizes!

—Não me desdigo.

—Eu tenho este vestido que vês.

—Comprar-te-hei o que fôr da primeira necessidade.

—Pois tu ainda gostas de mim n'este infeliz estado em que me vês?!