—Não digas tal... Apeia-te.

—Não, que ouço ainda o tropel de cavallos. Quero que te salves... Se eu cahir, não me levantes, que me não dás vida.

Galoparam alguns minutos. Pararam. Já se não ouvia o ruido dos cavallos nas extensas veigas de Pinhel.

—Apeemos—disse Luiz.

—Pois sim... Estou quasi morta, Luiz... Desaperta-me este collete... Vês?

—Vejo sangue...

—É no coração que eu sinto a bala. Isto não tem remedio...

—Vamos a Pinhel... Torna a montar, minha filha.

—Não posso, nem me importa morrer aqui ou em Pinhel.

—Isto é atroz!... Não te posso salvar!...