—Pois quem?
—É a respeito d'ella que eu desejava muito alguns momentos de attenção. Tenho pensado no futuro d'esta menina.{46}
—Pois já não queres mettêl-a no convento?
—Quero; mas o convento, sem profissão, não é futuro. Diz-me, meu amigo: tu dás um dote a minha filha?
—É a quarta vez que me fazes essa pergunta, e eu respondo o que já respondi. A filha da viscondessa de Bacellar, das duas uma: ha de casar com grande dote, ou não casar. O grande dote não o dou; com pequeno dote não serve senão a algum amanuense de tabellião. Pediu-t'a alguem em casamento?
—Não; mas se tu quizesses, poderiamos casal-a, talvez, com...
—Com quem?
—Com Luiz da Cunha.
—Estás tôla! Deus te livre d'essa asneira! Pois tu acreditas que elle valha hoje mais do que valia ha tres mezes?!
—Acredito: não tem nada do antigo homem.