A figura alta respondeu:

— Ele não podia saber. Pois tudo não era uma brincadeira.

E uma rajada de vento soprou para longe algumas nuvens que selavam a linha do horizonte, e mostrou uma faixa prateada por trás de suas grandes pernas escuras. Em seguida, a outra voz veio, tendo rastejado ainda mais perto.


“Wayne, era tudo uma brincadeira.”


“Wayne, era tudo uma brincadeira.”

— Adam Wayne, há homens que confessam apenas no articulo mortis (momento da morte), há pessoas que se culpam somente quando já não podem ajudar os outros. Eu sou um destes. Aqui, sobre o campo do final sangrento de tudo, venho dizer-lhe claramente o que você nunca iria entender antes. Sabe quem eu sou?

— Eu conheço você, Auberon Quin — respondeu a alta figura —, e estarei feliz em aliviar seu espírito de qualquer fardo que tenha.

— Adam Wayne — disse a outra voz —, o que tenho que dizer, você não pode, em comum razão, ter prazer de me aliviar. Wayne, era tudo uma brincadeira. Quando fiz estas cidades, não me importava mais com elas do que me importo com um centauro ou um tritão, ou um peixe com pernas, ou um porco com penas, ou qualquer outro absurdo. Quando falei solenemente e encorajadoramente sobre a bandeira de sua liberdade e a paz de sua cidade, estava fazendo uma brincadeira vulgar com um cavalheiro honesto, uma brincadeira vulgar que durou 20 anos. Embora ninguém possa acreditar em mim, talvez, a verdade é que sou um homem um tanto tímido e de bom coração. Nunca ousei nos primeiros dias de sua esperança, ou nos dias centrais da sua supremacia, te contar isso; nunca me atrevi a quebrar a calma colossal do seu rosto. Só deus sabe porque deveria fazê-lo agora, quando minha farsa acabou em tragédia e à ruína de todas as pessoas! Mas digo agora. Wayne, tudo foi feito como uma brincadeira.

Houve um silêncio, e a brisa soprando refrescante deixou o céu mais claro, deixando grandes espaços na branca madrugada.

Finalmente Wayne disse, muito lentamente: