Eles andavam com a marcha de uma lesma afetada, e falaram em largos intervalos, soltando uma frase a cada seis postes.

Eles passavam pelos postes de luz, sua fisionomia tão inabalável que numa descrição fantasiosa quase se poderia dizer que os postes de luz passavam pelos homens, como em um sonho. Então o homem pequeno, de repente correu atrás deles e disse:

— Quero cortar meu cabelo. Sabe de alguma pequena loja em qualquer lugar onde cortam seu cabelo propriamente? Continuo a cortá-lo, mas sempre volta a crescer novamente.

Um dos homens altos o olhou com o ar de um naturalista aflito.

— Ora, aqui é um lugar — gritou o pequeno homem, com uma espécie de alegria imbecil, quando a janela brilhante abaulada de um elegante salão de cabeleireiro brilhou abruptamente no nevoento crepúsculo.

— Sabe, frequentemente encontro cabeleireiros quando ando por Londres. Vou almoçar com vocês em Cicconani. Sabe, sou um grande apreciador de cabeleireiros. São muito melhores do que os desagradáveis açougueiros — e desapareceu pela porta.

O homem chamado James continuou a olhar, com um monóculo encaixado no olho.

— Que diabo fazemos desse sujeito? — perguntou ao seu companheiro, um jovem pálido com um nariz elevado.

O jovem pálido refletiu conscientemente por alguns minutos, e então disse:

— Acho que bateu na cabeça quando era criança.