— Usei estas cinco libras — continuou o outro — para dar a para não menos do que quarenta menininhos passeios em táxis londrinos.

— Está louco? — perguntou o superintendente

— É apenas o meu leve toque — respondeu Turnbull. — Esses passeios de táxi vão elevar o tom (elevar o tom, meu querido companheiro) dos nossos jovens de Londres, ampliar seus horizontes, preparar seus sistemas nervosos, torná-los familiarizados com os vários monumentos públicos de nossa grande cidade. Educação, Wayne, educação. Quantos excelentes pensadores apontam que a reforma política é inútil até que tenhamos uma população culta. Assim daqui a vinte anos, quando esses meninos estiverem crescidos...

— Louco! — disse Wayne soltando o lápis. — E com menos cinco libras!

— Está errado — explicou Turnbull. — Criaturas graves como você nunca entendem o quão mais rápido o trabalho realmente se passa com a ajuda de boas refeições e o absurdo. Despojada de belezas decorativas, a minha declaração era estritamente precisa. Ontem à noite dei 40 meias-coroas a 40 meninos, e os enviei por toda a Londres para tomar cabriolés. Disse-lhes, a cada um para dizer ao taxista para levá-los a este lugar. Em meia hora a partir de agora a declaração de guerra será afixada. Ao mesmo tempo que os táxis vão começaram a entrar, você vai ordenar a guarda, os meninos vão chegar em bloco, vamos mandar os cavalos para a cavalaria, usar os táxis de barricada, e dar aos homens a escolha entre servir em nossas fileiras e a detenção em nossas cavas e adegas. Os meninos podemos usar como batedores. O principal é que vamos começar a guerra com uma vantagem desconhecida aos outros exércitos: cavalos. E agora — disse terminando sua cerveja — vou inspecionar as tropas.

E ele saiu da leiteria, deixando o superintendente olhando.

Um ou dois minutos depois, o superintendente riu. Ele só riu uma ou duas vezes em sua vida, e o fez de uma forma estranha, como se fosse uma arte que não tinha dominado. Mesmo ele viu algo engraçado no golpe absurdo das meias-coroas e os pequenos meninos. Ele não viu o absurdo monstruoso de toda a política e toda a guerra. Ele apreciou isso a sério como uma cruzada, isto é, bem mais do que qualquer piada pode ser apreciada. Turnbull gostou em parte como uma piada, mais ainda, talvez, como uma reversão das coisas que ele odiava — a modernidade, a monotonia e a civilização. Para quebrar o vasto maquinário da vida moderna e usar os fragmentos como máquinas de guerra, usar ônibus como barricadas e chaminés como pontos de observação, era para ele um jogo que valia risco e problemas infinitos. Ele teve aquela preferência racional e deliberada que será sempre problemas para a paz do mundo, a preferência racional e deliberada por uma vida curta e alegre.

O Experimento do Sr. Buck

Um pedido sincero e eloquente foi enviado para o rei assinado com os nomes de Wilson, Barker, Buck, Swindon e outros. O pedido era que na próxima conferência a ser realizada na presença de Sua Majestade sobre a disposição final das propriedades em Pump Street, com todo o decoro político e com o respeito indizível que mantinham por sua Majestade, que eles pudessem vir vestidos normalmente, sem o traje designado para eles como superintendentes. Assim aconteceu que a companhia apareceu no conselho em casacos e que o próprio rei limitou seu amor a cerimônia ao aparecer (depois de sua forma usual), de vestido de noite com uma insígnia de uma ordem — neste caso não da Ordem da Jarreteira[1], mas o botão do Clube de melhores amigos do velho Clipper, uma decoração obtida (com dificuldade) a partir de uma publicação infantil de meio penny. Assim também aconteceu que o único toque de cor na sala era Adam Wayne, que entrou com grande dignidade usando grandes vestes vermelhas e uma grande espada.

— Nós nos encontramos — disse Auberon — para decidir o mais árduo dos problemas modernos. Que possamos ser bem sucedidos — e sentou-se gravemente.