SALOMÃO

—Como és bella, minha amante!
Terá a pomba esse olhar?
Outro não ha semelhante.

A SULAMENSE

—E quem mais bello e galante
Mais formoso, meus amores!
E mais de se cubiçar?

SALOMÃO

—Vês, o nosso leito é este,
Armado todo de flôres:
E olha o tecto é de cypreste,
Portas de cedro, tambem;
Aqui não entra ninguem.

A SULAMENSE

—Sou a rosa de Sarão,
A açucena do val.

SALOMÃO

—Amada do coração,
Entre as mais és tal e qual
Uma açucena entre espinhos.