—É verdade; contra meus habitos.
—Está esplendido! Não achas?
—Sem duvida. Mas parece que não tem grande interesse para ti.
—Porque pensas assim?
—Vens te esconder aqui, quando se dansa. Devias deixar isso para mim, que sou uma especie de misantropo, uma alma errante neste mundo das fadas.
—Para ser franco, devo-te confessar, que neste baile, onde se acham reunidas as mais bonitas mulheres do Rio de Janeiro, onde nada do que póde tornar brilhante uma festa, nem o luxo, nem a riqueza, nem a concurrencia, nem as notabilidades de toda a especie, neste baile só ha uma cousa que me interessa; uma cousa bem pequenina, e por isso mesmo de um encanto inexprimivel.
—Que condão será esse tão poderoso?
—Disseste a palavra. É um condão, um verdadeiro condão de fada, que me transformou de repente, e fez do senhor um escravo humilde e submisso.
—Mas no fim de contas o que é?
—Um pésinho!