—Porque te acompanharião sempre.
Cecilia sorrio; ia fazer uma travessura.
Assim, tu ficarias contente se tua senhora em vez de trazer este bracelete, trouxesse um presente dado por ti?
—Muito.
—E o que me dás tu para que eu me faça bonita? perguntou a menina gracejando.
O indio correu os olhos ao redor de si e ficou triste; podia dar a sua vida, que de nada valia; mas onde iria elle, pobre selvagem, buscar um adorno digno de sua senhora!
Cecilia teve pena do seu embaraço.
—Vai buscar uma flor que tua senhora deitará nos seus cabellos, em vez deste bracelete que ella nunca deitará no seu braço.
Estas ultimas palavras forão ditas com um tom de energia, que revelava a firmeza do caracter desta menina; ella fechou outra vez o bracelete na caixa, e ficou um momento melancolica e pensativa.
Pery voltou trazendo uma linda flôr sylvestre que encontrára no jardim; era uma parasita avelludada, de lindo escarlate. A menina prendeu a flôr nos cabellos, satisfeita por ter cumprido um innocente desejo de Pery, que só vivia para cumprir os seus; e dirigio-se ao quarto de sua prima, occultando no seio a caixinha de velludo.